domingo, 21 de março de 2010

Rótulos não são só para geléias!


Esses dias eu tive que estudar indústria cultural para uma prova,e ao menos pela matéria eu me interessei,(ironia)já que com o resto não rolou interesse(/ironia).Bem...o que me chamou atenção foi alguns termos que até então eram desconhecidos para a minha pessoa(ignorante e imersa em um obscurantismo de intelecto kkkk)os termos significavam os diferentes rótulos culturais existentes,sendo eles o superior,por exemplo:pinturas do renascimento,composições de Beethoven e os romances "difíceis"de Proust e Joyce,ou seja,são todos os produtos canonizados pela crítica erudita e considerados como o próprio nome diz ,superiores.O médio,ou seja,midcult é destinado aos intermediários que na minha visão,ou essas pessoas são e gostam de serem pseudo-intelectuais ou são ingênuos pois adquirem gato por lebre.Na rapa do tacho vem a masscult,a cultura da massa,que não é produzida por quem a consome,ironico não é?funciona assim:existem pessoas que acreditam serem inteligentes e sagazes o bastante pra criarem uma cultura xula,de fácil entendimento,sem pronfundidade e significação nenhuma,pronto,esse é o primeiro passo,depois vem o segundo que é convencer essa massa a absorver aquele gênero,portanto,existe uma cultura PARA a massa e não DE massa.Como já disse a erudita/superior é a soberana do pedaço,a midcult é a espertinha enganadora que pega Mozarts e executa em ritmo de discoteca e cria com isso uma nação de seguidores que enganadamente passam a se acharem extremamente cultos e pro dentro do que há de mais inteligente que existe.A masscult,são os reles mortais,aqui não existem produtos típicos para os designar,o jeito como falam,como se vestem e como sem portam é que dita quem são,ás vezes engolem bocados prontos,tendo aquelas mensagens como verdades absolutas,e o que ganham com essa passividade?um rótulo!são vistos como alienados,a massa recebe uma cultura que não é feita por eles,que não tem seus traços reais...mas que por comodidade eles absorvem,e com isso nunca terão voz ativa,mas com certeza são melhores que a midcult que pensam que são o que nunca chegaram perto de ser.Moral da história(ou do texto):O mundo está impregnado de midcults,que coitados,se reúnem em rodinhas cheios de uma soberba de intelecto digna de pena(particularmente,conheço vários),e está lotado também de uma massa que felizmente tem chances de mobilidade social e consequentemente crítica mas que deve acordar para que isso aconteça,e é lógico que o mundo também vai continuar tendo sempre os eruditos,a cultura superior,por isso as inferiores sempre existirão,pois eles meticulosos como são,usam as outras duas como combustível/lucro para manter a sua própria cultura"melhor e mais digna".Enfim,essa matéria do primeiro semestre me apresentou termos novos somente à primeira vista,mas como nada à primeira vista merece confiança,eu analisei ela direitinho e entendi que esse conteúdo é antigo e um velho conhecido,as desigualdades socias,tão criticadas e nunca extintas,ou seja,o que estava em pauta aqui não era a cultura como o assunto nos leva a pensar,mas sim a posição social,nada além disso.

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